28/04/06

Boa noite!

2 pessoas estúpidas comentaram este post
Olá! Escrevo só para dizer boa noite!







Que foi? Parece que estão a espera de mais alguma coisa... Olha, olha.. e estão mesmo!!! Já não se pode vir aqui dar-vos as boas noites, é? Já não se pode ser bem-educado? Venho aqui eu cheio de intenções, e é isto. Ficam logo a espera de mais... Dá-se a mão, querem logo uma daquelas escovas de dentes eléctricas que não lavam absolutamente nada e que servem apenas para apanhar uma descarga de corrente nos dentes!!!
É esta a paga... Ainda me lembro, quando era pequeno, pequeno ao ponto de não me conseguir lembrar de nada, e de andar ai pelas ruas, vá, andar não, porque ainda não sabia, mas pronto, gatinhar ai pelas ruas da (in)felicidade, e de dizer boa-noite a toda a gente que não passava. Bem, se calhar não dizia, porque ainda nao sabia falar. Mas tenho, a certeza que pensava. Bem, se calhar nem isso fazia.. Mas que eu andava a gatinhar e a babar-me todo, isso era verdade!.
E agora, vêm aqui, uns doutores com a mania que são senhores, ãh, e estragam logo a noite a um tipo cheio de más-intenções. Até, porque, convenhamos, se tivesse boas intenções, ainda se dava um desconto.. Mas as intenções são mesmo más! A sério, juro pela alminha daquele Poucomon amarelo e com ataques epiléticos que agora não me recordo o nome.
A sério.
Então eu não digo nada, nem boa noite nem nada parecido, ok?



Muito embora (é sempre aquelas expressões que se que numa crónima minimamente fiável, ou numa altamente estúpida).

25/04/06

"A História de Rosa: A mulher que antes de ser uma lesma distribuidora de nhanha, era um autorádio."

3 pessoas estúpidas comentaram este post
Este título dispensa qualquer tipo de crónica. Só o próprio título brilha ao longe, por muito perto que se esteja.
É fantástico. Imaginem o resto.
Obrigado.

22/04/06

Aerocrónica

7 pessoas estúpidas comentaram este post

Olá amiguinhos! Tudo bem e tal? Em primeito lugar vou salientar um promenor (profissional com menos de 18 anos) muito importante que poderá influenciar a (falta de) qualidade desta crónica. Estou a escrever num teclado espanhol! E perguntam vocês, e qual é a diferença?
Vocês - ¿Qual é a diferença?
Em primeiro lugar, se estivesse num teclado "normal" ñ teria posto dois pontos de interregaçao. Em segundo lugar teria posto "tils" nas palavras que costumam te-los, mas como nao encontro o til no teclado, ñ os vou por.
Em terceiro lugar, ligado com o segundo, como ñ posso escrever "nao" direito, escrevo assim: ñ. Existe uma tecla com isto. Estes espanhóis...
Quarta: existem outras cenas fixes, como: ¬ ¡· e afins.

Mas vamos ao que interessa. Como já disse, estou em España. E para estar em España, tive de vir para España uma vez que estava em Portugal. E eu fiz essa viagem. De avião.
Durante todo aquele tempo interessante que se passa fechado dentro de um cubiculo em excesso de velocidade, tive tempo para pensar em todo o teatro que se desenvolve á volta de uma simples viagem de aviao. Como termo de comparaçao vou usar uma simples viagem no taxi do Sr. Júlio.

Início da Saga

Chegada ao Aeroporto
É sempre bom ter de estar no local de partida uma hora (no mínimo) antes do nosso voo. Ele é chegar, estacionar o carro num daqueles parques de aeroporto muito simpáticos do género de estaçao de serviço. As pessoas saem do carro com aquela cara de quem vai estar sentado durante tempos infindáveis num banco partilhado por outras 29 pessoas, pegam na sua mala com rodinhas irritantes de última geraçao, e lá vao eles (ñ) sabendo o que os espera...

Quando queremos apanhar um taxi, normalmente esta etapa nao ocorre. Seria ou ñ muito estupido, se se fosse de carro para um local onde se vai apanhar uma boleia... de carro?

Check in
Filas infindáveis. Miúdos a chorar. Velhotas com 4 malas de rodinhas a atropelarem-nos constantemente, no entanto, com aquela cara de quem nos quer apertar as bochechas até nos tirar dois ou tres dentes.
Quando encomendamos bilhetes pela internet, acrescenta-se o factor expectativa. Será que encomendei bem o bilhete? Será que eles receberam o meu pedido? Será que vou para o Hawai a nado?Será que vou passar as minhas ferias no aeroporto?

No taxi do sr. Júlio esta etapa resume-se a isto. TAXI!!!

--teclado português--

Espera pelo embarque
Aqui estamos de volta aos bancos partilhados por outras 29 pessoas. Normalmente é nesta etapa que acontece o delirio. Quando saimos de casa, pensamos sempre: "Ah, vou levar aqui um livrinho muito bom que vou ler enquanto espero pela hora do voo!". Esqueçam. Isto nunca acontece. A única coisa que se faz durante este tempo maléfico, é olhar para os outros desgraçados que esperam como nós. Lemos os placards informativos. Ouvimos a voz irritante da senhora que fala no intercomunicador e que nos informa que temos apenas 4,5 segundos para apanhar o nosso voo.Compramos chiclets. Compramos revistas escritas numa lingua que nao conhecemos, mas que achamos que vai ser muito divertido ver as imagens. Mas não vai. Isto porque estamos num aeroporto. Á espera. Eu pessoalmente li um pouco do código da estrada. 10 páginas. Homem, veículo, via, meio ambiente.
Vemos as pessoas mais estranhas de sempre. A puxarem malas de rodinhas.
Chegou a nossa hora.

Abrimos a porta.

Controlo de Segurança
Aqui sim. Uma das partes mais emocionantes deste processo. Chegamos lá a zona e só vemos: Policias com metrelhadoras, tipo Silvestre Stalone (Rambo, não confundir com Rocky I, II, III ou IV), detetores de metais, cães, cozinheiras. Tudo.
Chega o nosso momento. Vamos passar o portal. Pousamos o nosso saco no tapete do raio-X, juntamente com o nosso telemovel, cinto, dentes chumbados, proteses, relógios, potenciais armas brancas (ex. cotonetes).
Não importa o que se deixa no tapete. Não importa se se passa no detector nu. Aquilo vai tocar. Sempre.
A primeira vez, só recebemos um olhar suspeito do sr. agente, mas eu tive de passar la 2 (leia-se quatro) vezes. Acho que eles já estavam prontos a encher-me de chumbo.Mas não.
Lá passei. Senti-me num novo mundo. Tiraram-me um peso de cima. Não sou um potencial terrorista. No entanto tive de voltar a por a mochila as costas.Voltou o peso.

Sr. Júlio- Não tráz armas nem objectos desagradáveis, pois não?

Espera pelo embarque, parte II
De novo a esprera. Aqui já estamos um bocadinho mais animados. Já não falta tanto. Já estamos com o bilhete na mão. Não importa se faltam 5 min ou 50. O bilhete está na mão. Mas o avião vai atrasar...

Coiz'

Entrada no avião
3/4's de hora mais tarde.
Aqui sim estamos realmente contentes. Já vamos entrar no avião. Por vezes antes deste passo ainda temos que fazer uma pequena viagem num autocarro muito estranho com 3 metros de largura. Aproximamo-nos d'O Avião. Entramos. Parece tudo tão limpo e arranjadinho. Está fresquinho. Temos sempre uma ou duas hospedeiras jeitosas e uma feia (aquela que vai aparecer quando a chamamos) a dar-nos os bons-dias sempre com uma cara suspeitamente sorridente. Será que tomam alguma coisa para ficarem assim? Será que quando estao a tirar o curso têm uma cadeira de "Fazer sorrisos aos passageiros, mesmo se estiverem mal dispostas e/ou sem vontade de ir para um país esquisito"?
Chegamos ao nosso lugar, arrumamos um ou outro saco que tenhamos, enquanto outras pessoas pousam as malas das rodinhas, sentamo-nos apertamos o cinto. Esperamos.

Sr. Júlio - ora diga la fachabore...
Eu - É pacasa...

Descolagem
Não no verdadeiro sentido da palavra. Não desejamos que o avião se descole, na verdade. Era chatinho e digo até incomodativo.
Antes do avião começar realmente a andar, ainda assistimos a um teatro deveras interessante. A explicação melodramática por parte das hospedeiras, das saidas de emergencia. Elas esbracejam. Elas vestem os coletes salva vidas, elas ensinam a apertar um cinto. Sempre a rir. Em casos mais dramáticos e de maior risco chegam mesmo a ensinar a nadar de bruços. Mas isso não são todas. Só algumas.
Neste momento o avião já se encontra em movimento. O capitão dá-nos as boas vindas pelo intercomunicador. Pelo mesmo intercomunicador, o capitão fala com a tripulação. Assim sim. Nada a esconder.
Levantámos voo. Nem acreditamos.

Comunicação do sr. Júlio.
"Senhor passageiro do banco de trás, é meu dever informar que dentro de momentos vou arrancar. Só estou a espera que o semáforo passe a verde. Se ocorrer algum acidente, azar.Obrigado."

Viagem
Sentimo-nos despressurizados. De quando em vez, passa a hospedeira com o seu carrinho fantástico de onde tira tudo e qualquer coisa que precisemos. Uma coca-cola. Uma água. Amendoins. Chouriço da Beira interior. Corta-unhas. Tudo. Tudo tem um preço.
As refeições são uma aventura. Aquilo é patético. Mas é tao divertido comer... Vem tudo tão organizadinho...
Vemos as coisas pequininas lá em baixo. Até parece que estamos a voar.
Após 13 minutos de viagem, algúem ressona no banco de trás. O voo todo. Nem que o avião se despenhe numa montanha rochosa. Ele só vai acordar na aterragem.
Quando temos que ir a casa de banho é que é. Temos de passar por cima de várias pessoas.Inclusivé da hospedeira do carrinho multiusos. Esperamos lá no meio se a casa de banho estiver ocupada.Depois do casal a desocupar entramos. Vemos o nosso almoço ser exorcisado e sugado para a atmosfera num trono de porcelana futurista (esta é a parte mais suja da crónica; todas têm que ter uma).

No taxi do Sr. Julio, a viagem decorre como qualquer outra viagem de carro. Com excepção dos isultos muito imaginativos que ele atira aos transeuntes e aos outros condutores.
Há também aquela mitica conversa, "E entao o jogo de ontem? Aquilo nunca na vida era penalty.. O arbito é que é um %&#&!"

Aterragem
A aterragem é dos momentos mais estupidos do voo. Não pela aterragem em si, porque esta por vezes até dá jeito. Mas pela reacção das pessoas. Estou certo que já assistiram a um enorme e insólito aplauso quando o piloto aterra o avião. Tipo.. está claro que todos gostamos de aterrar bem sem levar um telhado de uma casa atrás e/ou sem acertar na torre de controlo, mas temos mesmo que bater palmas? O senhor faz isso todos os dias várias vezes ao dia... Ele é piloto. Não é palhaço.
Imaginem só como seria esta situação no taxi do Sr. Julio:

Está quase, está quase! Siiiiiim! OH meu Deus! Que manobra espectacular Sr. Julio! O senhor contorna velhinhas como ninguém! Que travagem perfeita! É o maior.

Deprimente.

Chegada ao Aeroporto / Recolha das bagagens
Felizes da vida, ainda com as maõs a doer, saimos do avião. Despedimo-nos das hospedeiras sorridentes, que entretanto já estão com um aspecto de quem fez um voo todo de pé, a levar cobertores a toda a gente.
Quando saímos do avião, sentimos um bafo quente, tipo ambiente de uma pocilga num recinto fechado, ou um frio cortante, dependendo do sitio onde estamos a aterrar. O clima vai ser sempre diferente. Nem que a distância do voo seja curta. E vamos ficar doentes com a diferença de temperatura. Ah isso é que vamos.
Chegamos à zona de recolha das bagagens, e vemos dois ou três fumadores viciados a fumar o seu cigarrinho, mesmo enconstados a placa "Proibido Fumar".
Aqui sim, a outra e última parte emocionante de todo o processo. O recolher das malas. Em primeiro lugar, quando nos situamos na extremidade de um tapete rolante, a espera que as malas comecem a sair por ali, as malas começam sempre, repito, sempre a sair pelo outro lado. Não vale a pena.
Quando as ditas malas começam realmente a sair, há sempre aquele factor expectativa."Será que vou voltar a ver a minha mala?", "Será que a minha mala foi extraviada e neste momento está em Cuba com o Juan e a Dolores?". E quando a nossa mala aparece, depois de todos os outros passageiros ja terem as suas malas consigo, nós já estamos tão fartos de esperarm que já nem nos importamos se é nossa ou não. Queremos é ir embora.

No taxi esta etapa nada tem de extraordinário. É simplesmente uma etapa. Ponto final.

Mundo exterior
Quando estamos a sair, a passar para o aeroporto propriamente dito, costuma também haver aquela mutlidão a receber não sei bem quem. Mas eles também não sabem. Porque percisam de placas com o nome dos recém-chegados. Somos invadidos e violados por olhares indiscretos, flashs, e tudo mais, tipo equipa de futebol.
Agora digam-me, é ou não é patético?
Enfim.

No taxi a única coisa que nos espera no mundo exterior é uma descarga pluviométrica.


Bem e isto acaba por aqui para não entrar em mais pormenores. Tentei deste modo fazer um retrato mais ou menos realista. Agora, já sabem que não devem ir para a água após a refeição. Até porque estraga as unhas.
É por estas e por outras que defendo a utilização abusiva das bicicletas.

(Quando for grande quero ser) Coiz'.

“O Regresso da Escova de Dentes Assassina que não volta mais - Parte II”

4 pessoas estúpidas comentaram este post
Sim, é desta que é.
“O Regresso da Escova de Dentes Assassina que não volta mais - Parte II”, o melhor texto de sempre! E perguntas tu, “Se é o melhor texto de sempre, porque é que eu nunca ouvi falar?”
Tu - Se é o melhor texto de sempre, porque é que eu nunca ouvi falar?
Eu – Porque és uma pessoa extremamente inculta, sem percepção daquilo que deve ser realmente percepcionado, sem um miligrama de bom gosto. Não dás uma ‘pa caixa, embora nunca tenha percebido o que isto pretende dizer.
Outra coisa: se se trata da parte dois, existe a parte um, certo? E repondo eu: não. Irritam-me as pessoas que só por eu dotar o título do meu belo texto com as palavras “parte II”, acham que têm o direito de achar que existe uma parte I. Vocês são patéticos. Sim, porque muitas das segundas coisas que aconteceram na história da humanidade, surgiram sem ter ocorrido previamente as primeiras. Vocês são, como alguém ilustre referiu, patéticos.
Ai que giro, comecei outro parágrafo. É sempre bom fazer um parágrafo, principalmente quando se trata do sexto parágrafo de “O Regresso da Escova de Dentes Assassina que não volta mais - Parte II”! Sinto-me honrado.
E olha o sétimo!
O oitavo! Epá isto é mesmo viciante. Bolas.
Regressando ao tema fundamental da minha crónica, posso dizer, entre várias coisas, “está frio”. Mas só porque está mesmo. A sério. A sério mesmo. Então já acreditas? Está frio. Mas vejamos o frio é das coisas mais estúpidas que existe (está claro, retirando o Sr. José Barracão Branco e a sua pseudo-amiga Não-li Não-li Caneças), e eu digo isto porque ter frio não é, lá no fundinho, mau de todo. Porque ao menos sempre se tem alguma coisa.
Não, agora a sério, chega de brincadeiras. Isto é sério. Muito sério. Tão sério que me dá vontade de rebolar no chão, claro está, com uma cara muito seria. Sim porque só conseguimos atingir verdadeiramente o cerne da questão com uma cara seria. Tu! Com um pseudo-sorriso, esquece isto não é para ti! Muito menos para ti, que tentas manter o sério, mas no momento crucial, explodes de encarnadice e fazes “prfrrrrffffffffffffrrrrf” com os lábios, e posteriormente ris-te como se não houvesse dia de amanha. Isto não é para ti. Nem muito menos para ti, jovem borbulhento com “covinhas”. Como estava a dizer, isto é sério. Bastante mais sério que a Assembleia da República, ligeiramente menos sério que a “Quinta das Celebridades”.
Isto tem de acabar. Cá dizer que sim, e depois parece que se cumpre. Dizer que não e depois afinal ainda é não. Mas passados uns dias continua a ser não. Já não há respeito pelo desrespeito merecido por todos nós. Ser bem atendido num dia de feira nos Correios cá do sitio? Comprar uma revista que já não esteja amachucada? Ir ao supermercado e encontrar uma embalagem de cereais que não esteja aberta? Ir de ferias, não se esquecer de nada porque alguém avisou, e voltar a casa com o carro inteiro, a família (quase) inteira, e sem multas (“coimas” para os amigos)? Onde isto chegou.
Assim não, amiguinhos. Queremos é ser roubados! Queremos ser maltratados! Queremos sangue. Ainda não percebi, depois de ter lido varias vezes, o que escrevi nos dois últimos parágrafos. Muito menos neste.
E como isto da vida não é só trabalho, tenho um passatempo para vós! Podem contar todas as palavras deste texto, e chegar à brilhante conclusão que existem nada mais, nada menos do que existem quinhentas e noventa e seis. Aqui. Foi ou não divertido? Ah pois foi. Eu vi logo que iriam passar bons momentos com este meu passatempo! E se quiserem podem tentar uma coisa mais maluca e extremamente mais complicada que é começar a contar as palavras do fim para o princípio!!! È a loucura! Qual desportos radicais, qual bungee jumping, qual paraquedismo, qual freeride, qual lavar os dentes com a escova de dentes assassina que não volta mais, mas regressou (cá está), qual quê. Contar palavras é o que está a dar. E surgiu ainda à pouco tempo, uma modalidade ainda mais extrema que é o chamado dicionarismo. Simplesmente extremo. Estes jovens de hoje…
E existem. Existem congressos, encontros anuais, mensais, semanais e mesmo anuais, desses jovens irreverentes, que andam com o “Grande livro da grande História de Campo Grande” e “As Meias” debaixo do braço, para contarem em tudo quanto é sitio! Até em sítios respeitáveis como bibliotecas eles utilizam os seus livros. E não há quem lhes ponha a mão.
E perguntas tu, “se eles são assim tantos porque é que eu nunca os vi?”.
Tu: Se eles são assim tantos porque é que eu nunca os vi?
Quando voltares a sair de casa, isto é, SE voltares a sair de casa, observa bem, atenta aos pormenores. Eles andam aí. Suspeita todos os que tragam livros, revistas, pastas, óculos, lentes de contacto, olhos. Suspeita dos que não pensas em suspeitar. Suspeita dos que lêem, ou já leram alguma vez na vida. Suspeita do cão, do gato, da avó, da garrafa de água. De ti.
Foi o Jornal da Tarde, boa noite.

A Grande e Maravilhosa História da Baba de Cão - Tudo aquilo que sempre quiseste saber, mas nunca ousaste perguntar

3 pessoas estúpidas comentaram este post


Portanto, estava eu muito descansadinho a dar milho ás pombas, porque consta que elas gostam de farináceos, quando muito subitamente, vindo do nada, surgiu, por geração espontanea um amigo meu com nome de desenho animado e disse:
Amigo meu com nome de desenho animado: "Ei, Diogo! Seu grande maluco, seu ser superior dotado de extrema sabedoria, que possuis todo o conhecimento e mais algum, e se fizesses uma Crónica acerca dessa fantástica substância nhanhosa que é a baba de cão???
Como devem estar a pensar, eu respondi sim. Mas enganam-se!!! Porque eu respondi: "Sabes, o meu livro de matemática suicidou-se...Estava cheio de problemas...". Mas depois pensei um bocadinho mais, e achei que escrever uma cronica acerca da baba de cão era uma das ideias mais estupidas de sempre.Por isso aceitei, sem hesitar. Vá, hesitei um bocado porque estava quase na hora de começar a novela "Queijo com Marmelada" na TVI. Mas pronto.. Eu pensei, "Em Abril, águas mil". E aqui estou eu. Já agora, para que conste, o desenho animado amigável chama-se Vegeta, com acento no "éta".Como esta crónica, para nao variar, vai sair extremamente mal, dando "gómitos" só de ver as letras, dedico-a ao Vegeta. Assim como se fosse um insulto.Daqueles fortes. Aqui vai.


Em tempos remotos, quando ainda não havia TV Cabo, nem escovas de dentes eléctricas, nem botox, tudo funcionava á base de baba de cão.(reparem no promenor de eu estar a escrever em itálico... da assim um ar nostálgico, para relembrar o passado, de sabedoria e certeza, provocando ainda dores no pescoço.) A existência girava á volta da baba de cão.
A riqueza de um Reino, País ou Império não era medida pelo número de moedas de ouro existentes nos seus cofres, nem pela produção anual de barris de petróleo, nem muito menos pela quantidade de programas televesívos com apresentadores homossexuais. Quem era mais rico e poderoso, era quem tinha na sua posse maior quantidade de baba de cãaao (ups, enganei-me a escrever cão, onde fiica o backspace?).
Mas aposto que estão intrigadissimos com o facto de, na altura a baba de cão ser o meio de sobrevivencia. Não é verdade amiguinhos? Pois é, mas acreditem em mim, porque era mesmo. Eu estive lá.
Com baba de cão pode-se fazer praticamente tudo. E sai relativamente barato, basta ter uns quantos cães ao serviço de sua majestade, que o assunto fica resolvido por completo. Como eu estava a dizer, com baba de cão faz-se praticamente tudo, ele é casas, ele é esferólápis, iogurtes liquidos, baba de cãomelo (desculpem, mas esta ideia andava por aqui a assombrar-me e tinha que me livrar dela), esponjas, tampos de retretes, tudo.
Todos estes produtos modernos que "é so juntar água",foram outrora produtos "é só juntar baba de cão", sim porque isto da água é uma coisa relativamente moderna, ouvi dizer que foram os americanos que a inventaram, para fazer concorrência, quanto a mim desleal, ao grande mercado de baba de cão que se estendia por todos os 8 cantos do mundo.
Com o decorrer do tempo, o hábito de usar baba de cão para cozinhar e/ou limpar o carro ao fim de semana com os filhos enquanto se ouve música pimba, foi-se perdendo aos poucos e poucos. Era o inicio do fim da chamada Era da Baba de Cão. Os produtores de baba de cão começaram a ficar cansados e viraram-se para as novas tecnologias, a roda. E assim perdeu-se um hábito, que, quanto a mim tornaria tudo mais simples, até porque a baba de cão é escorregadia.
Neste momento da actualidade actual, a baba de cão só serve para duas coisas: sujar alcatifas, manchar almofadas e destruir sapatos.
Tenho saudades dos velhos tempos.

Beijos, abraços e muitos palhaços.