10/04/07

Júlia, a história de uma vida.

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Hoje tenho em exclusivo para vocês, uma historia triste, mas ao mesmo tempo, uma historia de coragem, de força. Esta historia, retrata os últimos quatro anos da vida da Júlia (nome fictício), uma jovem anoréctica de 17 anos.
Esta terrível doença foi diagnosticada à Júlia em 2003. A Júlia começou por ter problemas de relacionamento com os outros jovens da sua idade, e guiada pelos distorcidos padrões de beleza da sociedade em que vivemos, de magreza extrema, caindo no rumo desta complexa doença. Assim que os familiares e colegas começaram a notar um comportamento estranho, e uma modificação evidente na sua estatura física, logo a tentaram encaminhar para especialistas, de modo conseguirem contornar esta doença. Mas não foi uma tarefa fácil.
Uma informação que poderá ser importante no decorrer desta pequena reportagem: a Júlia é uma vaca.

Com a evolução galopante da doença, a Júlia foi-se tornando cada vez mais fraca. A falta dos nutrientes essenciais no seu organismo, foi desgastando-a até um ponto em que teve de ser hospitalizada no hospital veterinário da zona. Nos dias antes de ser hospitalizada, a Júlia estava a comer apenas uma colher de sobremesa de feno, que normalmente acabava por expulsar. Júlia dizia constantemente, quando ainda tinha força para falar, "Estou muuuuu-ito gorda, eu muuuto-me nojo".
Internada na ala de cuidados intensivos do hospital, Júlia lá permaneceu durante uns longos três meses de reabilitação, sempre a soro de erva fresca. Estava num estado tão degradante e frágil que não conseguia dar leite gordo e meio gordo. Só dava leite magro e em pó. E aquilo que outrora foram manchas negras e aveludadas, eram apenas borrões sem alegria nenhuma.
A família de Júlia estava de rastos… Sentiam-se impotentes por não poderem ajudar na sua recuperação. A cada dia que passava, a condição de Júlia piorava. Os veterinários tentavam preparar o resto do gado para o eminente acontecimento, Júlia iria estar mais cedo do que o devido nas prateleiras da secção de congelados de um hipermercado (na parte de carnes magras).

Mas nem tudo na vida pode correr mal. Felizmente, como referi no inicio, esta é também uma historia de coragem e de força. Num daqueles que que se esperava ser um dos últimos dias da Júlia, por ordem do acaso, esta veio a conhecer Júlio (nome fictício). Júlio era um vácuo que esteve também internado no hospital onde Júlia permanecia, com um casco encravado. Quando foi dada alta ao Júlio, por sorte passou no quarto de Júlia, e foi amuuor à primeira vista. Foi ele que deu força de viver, que lhe deu o casco quando ela mais precisava, que lhe enxotou as moscas. Afinal, ainda há historias de amor.

Hoje, Júlia totalmente recuperada da sua doença, olha para o passado e reconhece todos os erros que cometeu e diz tudo a sua vitoria sobre a doença foi um muuuilagre. Sabe que sorte como esta não se tem todos os dias, "A doença tornou-me uma vaca melhor", diz ela com uma lágrima a correr pelo focinho.

Coiz'

dmonteiro


07/04/07

Contos do Reino de Gondómar

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Em primeiro lugar deixem-se dizer que só escrevi isto porque me prometeram electrodomésticos.

Então é o seguinte:
Se algum dia quiserem sair deste blog maravilhoso e ir explorar outro (coisa muito pouco provável de acontecer, certo?) tenho um boa sugestão para voces, amiguinhos!

Ora, como diz o título, o tal blog chama-se "Contos do Reino de Gondómar", e vá, é bonzito... Nele podemos encontrar bonitas histórias políticas (e não só) desse bonito sítio que é Gondomar.
Podem comer, não faz doenças. À confiança.

Aqui fica o link : http://contosdoreinodegondomar.blogspot.com


Coiz
(Segunda-feira é um bom dia para me virem entregar os electrodomésticos a casa. Obrigado.)

04/04/07

Enrolamentos???

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Oh Oh Oh Merry Dia da Árvore para todos! Sei que já vou um pouco atrasado, mas a minha mobília da sala viu uns parentes dela na reportagem sobre o Parque da Cidade, teve um esgotamento nervoso e eu estive a passar-lhe “Pronto” a ver se ela se acalmava.

Voltando ao que interessa (e que já de si não tem interesse nenhum), de certo que já vos aconteceu estarem a pegar nos vossos auriculares ou parafernália do género e estes terem dado um nó digo de escuteiro! Aproveito para dizer que não gosto de escuteiros… Pronto, já disse… Não gosto…Nunca os apanhei em flagrante, mas ouvi dizer que ajudam as velhinhas a atravessar a rua e quem leu a minha última crónica, sabe o que eu penso das velhinhas. Além disso, eles usam calções esquisitos, cantam na Igreja e DÃO NÓS MANHOSOS NOS MEUS AURICULARES! Acho que são motivos suficientes para não gostar deles.

Ora bolas, lá estou eu a divagar outra vez. Isto está se a tornar um hábito, mas eu não estou muito preocupado porque já li no 24Horas que há um remédio para isso.

Mas em relação aos nós nos auriculares, eu tenho uma maneira (estúpida) de abordar o problema. Quando o dito nó acontece, eu tento causar sofrimento aos auriculares! Isso mesmo, leram bem: causar sofrimento, da maneira mais atroz e sádica possível aos fios dos auriculares! Penso para comigo: “Eles vão ceder… mais cedo ou mais tarde, eles vão ceder à minha vontade”. Estico os fios ao máximo, tento morder-lhes, atiro-os ao chão, obrigo-os a ver a Fátima Lopes, torturas do género… Mas como é obvio, nunca chego a lado nenhum, o que me faz rogar uma praga aos escuteiros sempre que isto acontece.

Após estes momentos de raiva, lembro-me que se apelar ao sentimento do auricular, talvez ele ceda e me deixa levar a minha intenção em frente (aqui parecia que eu queria levar os auriculares para a cama…), e começo a tentar estabelecer um diálogo com eles: “Andem lá… É só um jeitinho. Não custa nada desamarrarem-se! Por favor!”. Como já devem ter imaginado, esta abordagem também não funciona, o que me leva a rogar outra praga aos escuteiros por lhes terem feito uma lavagem cerebral.

Por esta altura já estou desesperado (e provavelmente atrasado também!) e decido fazer a derradeira tentativa de desensarilhar os auriculares: uma mistura das duas técnicas anteriores. Começo a espancar os auriculares enquanto lhes peço com jeitinho que se desenrolem… Eis que a determinado momento… Felicidade… Consigo dar um nó ainda maior!!!

Desisto e peço à Avozinha que dê um jeito…

P.S.: Espero que a ADDAIA (Associação de Defesa dos Direitos dos Auriculares e Instrumentos Afins) não leia esta crónica, porque se o fizer, eu posso vir a ter graves problemas com a Justiça!

P.S.2: Se algum escuteiro ler esta crónica, espero que não fique chateado e que não me queira bater a seguir. Aviso já que sou amigo d'El Rei Sr. Major!

P.S.3: Há uma promoção no El Corte Ingles em que a podem comprar às prestações!

P.S.4: Esta crónica, devido aos lucros que advêm das técnicas aplicadas aos auriculares, tem o apoio da FNAC.

P.S.P: É sempre bom podermos contar com os nossos amiguinhos


São bidas...

Pro.

31/03/07

Plano Maquiavélico Contra as Velhinhas

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Saudações de novo amiguinhos… Isto para aqueles que já tinham sido saudados, porque para os que não foram, esta foi a minha primeira vez e eu não quero ser incoerente…

Estava eu entretido a comer a minha sandocha matinal, quando me deparei (eu hoje bati com a cabeça num dicionário e só me saem destes vocábulos eruditos) com a crónica sobre as Avós!
Digo-vos desde já, que fiquei extremamente melindrado (palavra gira esta!) com o reviver dos traumas causados por aquele grupo de seres vivos (por enquanto… muhahahah) que atormentaram as nossas infâncias...

Após muito matutar sobre o assunto, cheguei à conclusão que nos devíamos unir… Eheh, calma aí! Não estou a falar no sentido coiz’ da palavra… É mais no sentido sindicalista… Mas também não quero que comecem para aí a usar t-shirts do Che Guevara e a ir ao Avante… Quer dizer, se quiserem estejam à vontade, mas eu preferia que não se desviassem muito do assunto. Voltando ao que interessa, penso que deveriamos criar uma estratégia de defesa contra as horrorosas tácticas de tortura às quais fomos submetidos durante anos e anos a fio.

Já pensaram na cara das vossas avós (ou das velhinhas que vocês conhecem) se vocês chegassem à beira delas e lhes dissessem algo do género de: “Tchi Vó, tás marreca!” ou “Ainda me lembro quando eras mais nova…E as tuas bochechas não me faziam lembrar um São Bernardo” e ainda, e esta é sem dúvida a piece de resistance (acho que se escreve assim, pelos menos eu escrevi como me soava melhor), “Oh Vó, podias morrer no início do mês porque assim a tua reforma já entrava para herança”!!!

Sei que muitos de vocês vão pensar que não conseguem enfrentar o passado e voltar a reviver aqueles dias de tortura das 9 às 5 (ou seja, entre os episódios da Rua Sésamo); outros podem ainda pensar que sou sádico e que tenho um problema gástrico-intestinal só por pensar em declarar guerra aberta. Mas a todos vos digo, e acreditem que não o faço de ânimo leve, tendo apenas a esperança que o que vos vou dizer acalente os vossos corações e vos desperte para a guerra eminente: COIZ’!!!

Mais tarde escrevo outras tácticas de guerrilha para esta nossa guerra… agora tenho que ir lanchar que a Avozinha já me chamou!


P.S.:O outro diz que é perfeita. Eu acho que não, mas pronto.

São bidas...

28/03/07

Indecência

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Estamos quase em Abril.

Coiz'.

19/03/07

Dia do Pai

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Bem, parece que hoje é Dia do Pai! Nada melhor do que um filmezinho para animar um bocaidnho os pais, filhos e microondas!
Procurei nos confins da internet por algo interessante para este Dia do Pai e, num dos cantos mais obscuros encontrei este video de que reúne algumas das melhores partes da serie Family Guy. Para o caso de não conhecerem, recomendo vivamente! Acho que dá ou na SIC Radical ou na Fox Life ao fim da tarde ou à noite.. Não tenho bem a certeza, mas assim que souber comunico ao mundo!
Divirtam-se então com este pai (Peter Griffin) fora de série... Espero que gostem!


Coiz'

(a série Family Guy, dá tanto na Fox como na SicRadical, os horarios é que são estúpidos, deve mudar sempre.. se quiserem mesmo ver, o melhor é colarem na TV, perto da hora de jantar...)

Resultado da Votação #2

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Ai, se eu apanho quem votou "Está pior...". Sangue!
Nova votação já on-line! Não se esqueçam de deixar o vosso voto! Vamos lá ver se desta vez se consegue mais do que uns tristes 28 votos... Ok? Não.. Oh.. tá bem..
Coiz'!

17/03/07

Informação

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É meu dever informar que hoje é sabado.

Coiz'.

13/03/07

God Bless America

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Há quem diga que o povo americano é estúpido, não tem cultura geral, que é isto e é aquilo. Enfim, acho que este video prova que tais afirmações se tratam apenas de calúnias. Grandes, por sinal.

God bless America, que eles bem precisam..

Coiz'

09/03/07

Bem me parecia que o melhor ficava sempre para o fim!

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Olá amiguinhos! Estão bem-dispostinhos? Eu não, entalei um dedo do pé na torradeira. Acontece aos melhores. Ou aos mais trengos, uma coisa ou outra, não tenho bem a certeza.

Bem, há uns dias atrás, estava eu não sei onde, com não sei quem a fazer não sei o quê, e apercebi-me de uma coisa bastante estúpida e , (para não variar, espero eu) com uma dose de interesse bastante rechonchudinha (existirá esta palavra? e escrever-se-á assim? Não sei, escrever nunca foi o meu ponto forte). Estou certo que já assistiram, infelizmente ou não, a qualquer tipo de debate ou entrevista na nossa tão bem amada amiga, a televisão. Certo? Estou a falar daquelas entrevistas que se passam numa mesa redonda, e até de outras formas geométricas, e não daquele entrevista "casual" que ocorre no terreno. Basicamente estou a falar de conversa que se passa dentro do estúdio. Não acredito que exista alguém que nunca tenha assistido. Se porventura esse alguém existir, por favor, faça um favor à sociedade, e ponha termo à sua vida. Estamos conversados? Certo.

Bem, nessas tais entrevistas, muito frequentemente assistimos a uma conversa entre o entrevistador e o entrevistado, que não passa disso mesmo. Uma conversa entre um jornalista e um, ou vários entrevistados. Eles discutem lá, os pontos que têm de ser discutidos numa relação normalmente distante, aquele relação entrevistador-entrevistado, que como sabemos é extremamente divertida e movimentada. Até aqui tudo mais ou menos bem. E agora sim, o que me intriga é o seguinte: finda a entrevista, quando as câmaras se afastam das simpáticas personagens, e quando já estamos a ver o genérico no nosso ecrã do microondas, eis que, surgindo dos confins do mundo, uma divertida e amigável conversa surge entre as tais personagens!!! Porque será, que só quando o som dos microfones é cortado lá para casa, a conversa se torna interessante? Será que eles estiverem aquelas duas horas de debate continuo a p
ensar "Espera lá que no final disto eu te conto uma engraçada!!!". E subitamente reina a harmonia e a felicidade naquela mesa redonda, ou de outra forma.
Sinceramente, estou muito curioso para saber de que se fala
nesses instantes finais!!! Será que dizem:"Bolas, que seca, estava a ver que isto nunca mais acabava, vamos lá abaixo à tasca beber uma cervejolas?" ou algo do género, "Sim senhor, a menina faz perguntas como ninguém! - Deixe lá que o senhor também se esquiva bastante bem dessas perguntas!!!". De entre todas as hipóteses possíveis só me vem à ideia mais uma que é certamente aquela situação que ocorre quando estão todos aos risinhos, "E viste aquela crónica nova, no estupidezcronica? Bolas que é mesmo boa! Hihi hihi hi, Hi".

Basicamente era isto que queria desabafar conv
osco.


Já agora, apercebi-me outro dia que provavelmente nunca escrevi a palavra "chulé" na vida. Aqui fica para a posteridade. Chulé.

coiz'.

06/03/07

Aula de Biofísica II

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Olá amiguinhos! Tudo bem dispostinho? É com grande honra, acho eu, que vos informo que esta coisa, que vocês estão a ler neste triste momento, está a ser escrita numa fabulosa aula de Biofísica II. Giro, não é? É a prova de que o estupidezcronica é um blog ligado ao avanço científico, sempre na vanguarda da tecnologia.
Vá ok, se calhar é bastante mais patético e deprimente do que eu estava à espera, mas convenhamos que as intenções de um grupo de renegados da sociedade que se reúne numa terça-feira de chuva, às 8 horas da manhã para falar de proteínas, não podem ser as mais felizes.
Se tiverem um desejo mórbido e incompreensível de saber de que se fala numa destas fantásticas aulas, aqui vai: "... as cadeiras laterais, não-sei-quê, grupos aceitadores... aminoácidos hidrofílicos capazes de formar pontes de hidrogénio, blá-blá, que os consideramos aminoácidos hidrofilicos...". Giro não é? Aposto que querem deixar as vossas vidinhas deprimentes, e começar a viver uma vida Biofísica.
Mas agora, vocês de pensarem um pouco dizem:
Vocês, depois de pensarem um pouco- "Mas se essas aulas são assim tão interessantes, porque é que não ficaste em casa, no conforto do teu lar, adormecido no Reino dos Lençois? Porque é que acordaste às sete da manhã (depois do despertador ter tocado durante uma boa meia-hora, ou uns trinta minutos, não me recordo muito bem...)?"
E depois respondo eu, já farto de ouvir um pergunta tão grande que até dá sono:
Eu, já farto de ouvir uma pergunta tão grande que até dá sono- "Ok, ok, têm razão.. Mas eu nunca disse que era muito inteligente. Vá, vendo bem eu nunca disse que era um bocadinhoinho esperto. Aliás, eu nunca me certifiquei se tinha cérebro. Se calhar não tenho. Bolas.

Coiz'.

ps.: Para quem não souber o que é uma ponte de hidrogénio, é um verdadeiro avanço tecnológico no ramo da Engenharia Civíl.